Não sei se é isso. Talvez seja. Só sei que está reservado. Sou meio assim, ou melhor, está sendo sempre assim. Parei agora e resolvi escrever isso aqui. Não pergunte por quê.
Acabei de chegar do Guarujá. Fui descançar no feriado de São Paulo. Fez um sol danado na praia. Estou ardendo. Mas, valeu a pena... Se o Guarujá falasse...
Fui lá assistir a peça "Camaradagem" do velho Strindberg realizada pelo Grupo Tapa e com brother Sérgio Mastropasqua no elenco.
Sexta retrasada fui ver o "O Inimigo do Povo" de Ibsen, com a direção do Sérgio Ferrara e meu chapa Ronaldo Dias envolvido no trabalho.
Recomendo as duas. Trampos de 1ª.
CAMARADAGEM de August Strindberg. Comédia. Um combate entre os sexos, uma luta sem regras pelo poder em que todas as armas são empregadas. Com Grupo Tapa. Dir. Eduardo Tolentino de Araújo. (120min). Viga Espaço Cênico. Qui a sab, 21h; dom, 19h. R$20 (qui), R$30 (sex e dom) e R$40 (sab). Retorna 18/01.
Cena de Camaradagem: mais o riso que o lamento
Foto João Caldas/Divulgação
O INIMIGO DO POVO de Henrik Ibsen. As contradições humanas do individuo diante da unanimidade. Com Olayr Coan, Paulo Hesse, Rachel Ripani, entre outros. Dir. Sérgio Ferrara. (90min). Teatro Ruth Escobar / Sl. Gil Vicente. Sex, 21h30; sab, 21h; dom, 20h. R$20. Estréia 12/01.
Acabei de falar com ela por fone. Está em São Luís / MA de férias. Sempre lembro dela. Não a encontrei num momento bom de minha vida. Tinha acabado de sair de uma relação. Mas o fato é que ultimamente ando lembrando muito daquela suave pele morena de cabelos negros e cheirosos, que me colocava no colo, me acariciava a fim de me consolar.
Ofereceu-me todo amor do mundo. E eu, ranzinza.
Me deu uma camisa de sua terra que guardo com todo carinho.
Talvez seja tarde. Talvez seus olhos já não brilhem mais.
Se eu pudesse mandar no tempo, teria retardado o encontro dessas duas almas. Talvez, hoje, eu estivesse feliz.
Estou completamente sem tempo. Minha vida está sendo trabalho. Ascensão profissional define este período em que estou vivendo. Por isso, ando meio sem tempo para escrever.
Passei aqui para deixar um Feliz Natal a todos os amigos. Muito obrigado pelas 9.939 visitas! Fico feliz por muitos gostarem de passar aqui.
Um feliz ano novo para todos! Riviera de São Lourenço me aguarda para o comemoração do ano novo!
Eu não desejei que 2006 fosse o ano que foi... Mas foi! Então se em 2007 eu me esbarrar com atores jovens se lançando como cineastas comemorando cada exibição de seus frutos como um gol em copa do mundo, tudo ficará perfeito... Mas ainda assim, se continuar ouvindo os berros de alguns carecas da publicidade ou mesmo de baixinhas tiradas a diretoras vou me sentir feliz por aprender um milímetro a mais... Se assistir, ao vivo e a cores, “velhos” atores compartilhando humildemente suas experiências... Vou ser mais que silencioso, vou ser no mínimo um filho da puta sortudo... Se eu puder matar saudades da família ao mesmo tempo em que crianças pulam em frente a uma câmera, será memorável... Se, novamente, for ao psiquiatra em companhia de jornalistas ou de aspirantes a artistas, serei um pouco mais demente... E na rua se encontrar militares, garçons, baianos, professores e vagabundos me olhando, vou me sentir gente. Se continuar vendo políticos fazendo o que fez, o Jabor esbravejando, o Lula dizendo que não sabe de nada, o Xexéo e o Simão roubando a cena, aí sim guardarei boas histórias para os netos... Se a Suíça continuar tão próxima mesmo tentando invadir Berlin vou acabar desacreditando nas fronteiras... Mas que tudo, se continuar encontrando abrigo na rua Paula Freitas, não sairei mais de Copacabana, porque o trem passa e é muito melhor viajar acompanhado. Se determinadas mulheres engordarem, não deixarei de amá-las, mesmo surgindo novas Suelens... Serei mais órfão se perder outro Altman, Guarniere ou Cortez... Mas seguirei em frente.
Se chegar em Dezembro e ter uma porção de coisa para escrever e não saber por onde começar. Ai já será quase 2008. E o ano terá passado de uma forma que não percebi, que apenas senti, mesmo que rapidamente. Porque as coisas boas passam, mas duram. Que 2007 seja assim. Perfeito para aprender, com muita sorte, memorável, demente em todos os sentidos, seja vivo e com boas histórias para contar, desacreditando nas maldades e mentiras. Viajando, amando e seguindo em frente.
Assisto pela 2 vez, Náufrago, no Domingo pela tarde. Um excelente trabalho de ator. Um olhar diferente, cuidadoso, que transmite pureza de espírito. Tenho uma relação fortíssima com esse filme, acho que serviu-me como um espelho. Sempre irá me trazer recordações pelo resto da minha vida. Toda vez que assisto-o, me comprime o peito.
Na primeira, lembro-me que o significado do título, as emoções de perda e solidão da atuação de Tom Hanks, se entrelaçaram com as minhas, levando-me angústia profunda e transportando-me a um estado de exclusão.
Pela segunda, vi o lado poético da relação de duas pessoas que realmente se amam. Os toques, a sensibilidade explicitada, o carinho, o peito bombeando o ar aceleradamente. Descobri que toda manhã o sol nasce e não sabemos o que a maré pode nos trazer. Tudo é uma questão de nos deixar levar pela suavidade do tempo.
Como havia prometido, estou postando o lançamento do livro do Mário Bortolotto. "Atire no dramaturgo", assim foi intitulado. Muitos estarão presentes lá no espaço dos Parlapatões, pra conferir os escritos do brother.
No Espaço dos Parlapatões - Praça Roosevelt, 158 - Tel : 3258-4449
Ando escrevendo pouco por aqui. Estou cuidando de uns projetos particulares e ao lado do meu grande brother Ronaldo Dias, estou fazendo assistência na produção do espetáculo do Rubens Ewald Filho, "Hamlet - Gasshô". A peça mostrará uma visão budista do texto de Shakespeare. Estréia em novembro, lá no espaço do Satyros/Um/SP e já têm viagens agendadas.
O processo está sendo intenso e bastante cansativo. Tem me consumido muito tempo. Porém, pra mim, está sendo prazeroso participar do projeto e conhecer grandes profissionais da nossa cultura brasileira.
É isso! De resto, está tudo certo. Sempre correndo atrás do melhor e acreditando que o dia de amanhã vai ser melhor que o de hoje.
Parecia que eu tinha rodado a cidade toda, de tão cansado que eu estava. Mas, acho que foi mais ou menos isso. Parei ali pela praça Roosevelt, onde encontrei o Mário Bortolotto. Nunca tinha levado uma idéia com o cara. Em nossa mesa não faltou conversa. Vi o dramaturgo bacana que é. Tranqüilo, disse que escreve a tarde e troca o dia pela noite.
Eu estava mesmo precisando papear, tomar uma cerveja, trocar idéias, falar de merda nenhuma. E foi legal falar com o Mario e poder conhecer um pouco da filosofia de vida de um dramaturgo. E em breve terá o laçamento do livro do cara: "Atire no Dramaturgo". Está na reta final e assim que for lançado, postarei notícias por aqui.
Já ia me esquecendo. Por falta de um, ganhei da minha amiga atriz Aline Pantoja, três cd’s. Um do Cordel do Fogo Encantado, uma coletânea do Chico Buarque e o cd Opera do Malandro também do magnífico Chico. Só isso!
Acabei de chegar da abertura oficial do “II CORREDOR LITERÁRIO DA PAULISTA” (São Paulo: Um Estado de Leitores e Paulista Viva). Uma amiga me convidou e eu fui assistir as leituras lá no Museu do Masp, que foram feitas pelo Lima Duarte, Marília Gabriela, Dalton Vigh e Elias Andreato.Eles leram trechos dos homenageados: Lygia Fagundes Telles, Ignácio de Loyola Brandão, Marçal Aquino, Glauco Mattoso, Tatiana Belinky, João Carlos Marinho, João Alexandre Barbosa (in memorian) e Manuel da Costa Pinto. A apresentação foi de Clóvis Tôrres e Marina Mesquita. Direção artística assinada pela querida Márcia Abujamra.
O projeto é bem bacana. A intenção não é só incentivar a leitura, mas como também promover dramaturgos e escritores, além de manter a Av. Paulista como um dos pólos culturais de São Paulo. As leituras vão rolar toda segunda-feira e na semana que vem tem Paulo Autran, lendo comédi@.com do grande Elias Andreato. Quem estiver por São Paulo, acho que vale a pena ir lá conferir. Ai vai uma dica!
No hospital o cara estava pelado no chão, se agarrando na fronha da cama. A mulher havia dado três tiros, um pegou na boca outro no sofá e no ombro. "Levar um tiro na boca, conta muito, porque foi na cabeça que miraram". O cara gemia. Estava inchado, difícil de saber a idade, mas não era velho. Todo mundo reclamando, muita reclamação eu sinto: da bailarina esfomeada ao estudante de aritmética, do lixeiro ao escultor. O século da reclamação, a maior parte por dinheiro. E não adianta, todo mundo se comportando como beatas apaixonadas se beliscando pelo mesmo padre, neste caso o bezerro de ouro, punhal no rosto de Cristo um beijinho na pata dourada. Eu não tenho inveja de nada porque os meus culhões ainda sobraram dentro desta roupa que se rasga. O fenômeno faz mais de dez anos, depois de ter praticado a arte do Kung-Fu de Santo André (fui quase faixa-preta, derrubado apenas por um par de discos do Iron Maiden e o amor eterno de uma garrafa de cachaça de Minas), culpa de um chinês que imigrou para São Paulo e depois mandou uma praga de gafanhotos para Niterói, eu não tenho inveja de porra nenhuma desde então - apenas tento fazer the ends meet, uma ótima expressão da língua inglesa que remota o tempo da fábrica de salsichas onde os trabalhadores enchiam as tripas ajustando e calculando a banha do porco até o fim, expressão que por isso mesmo significa fazer com que o pouco de dinheiro que você ganha dure exatos trinta dias, um mês agarrando o outro, bateu o negativo na conta, pinga no mesmo dia mais uns trocados até o outro mês, estes, os fins se encontrando. Então quem não leu os Koans dos monges budistas, muitos livros budistas, Thoreau, Frankstein-mongol, e não entendeu os trinta dias de Cristo no deserto fica fracão e reclama. O rapaz reclamava não só pela falta de dinheiro mas pela idéia de que a mulher queria explodir a sua cabeça. "Mas o tiro pegou na boca!", eu tentava confortar o estraçalhado. Fala aqui no furo da minha cabeça, ele insistia. Posso escrever sobre a nossa conversa? - eu perguntei. "Você vai falar que a minha mulher Sonja Hansson me deu um tiro na cabeça?" Vou, eu disse. "Então pode escrever. Mas antes me jogue pra cima desta merda de cama!" Então, existe muita gente fodida por aí, hoje é ainda dia 27, já levei uma sacola de latas vazias para trocar por dinheiro e a mulher do cara deu-lhe um tiro na cabeça.
Nunca tinha assistido. Acabei de chegar. Fui assistir uma luta de Vale-Tudo e Muay Thai, arte marcial tailandesa. Conclui que não é muito minha praia. Talvez, aquietado no meu recanto, a vitrola girasse Beto Guedes e freasse Chico Buarque, essa noite seria mais interessante. Rabiscado por Bitencurt às 00h33
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Hoje vou ao teatro. Assisterei a peça "Junior, a filha que a mamãe sempre quis!!!". Fui convidado pro uma amiga e estarei hoje lá no Teatro Maria Della Costa.
Esse é meu filho "Wolfgang Bitencurt". Ele mora comigo, acorda comigo, passeia comigo e dorme comigo. Me faz companhia em todos os momentos. É amigo de todas as horas. Quando tirei essa foto, ele não parava quieto. Com muito custo consegui fazer com que ele contesse sua alegria de sempre, pra finalmente tirar a foto. Eu te amo Wolfgang!
Onde moramos, Wolfgang já tem um fã clube. Por onde passa, se encarrega de deixar seu charme. Muitos se encantam com sua beleza rara.
O engraçado é que quando mostrei-lhe essa foto, ele ficou assustado. Quando acariciei a foto na tela, e chamei-a de coisa linda, ele ficou todo enciumado e latiu pra mim todo alvoroçado. Ele é lindo!
Dizem que os cachorros têm a cara dos donos... Ele não parece comigo?
Quando ele tinha 4 meses e alguns dias. Wolfgang nasceu em São Paulo, dia 20 de Outubro de 2005.
Faço questão de reproduzir o que minha amiga Janaína me escreveu. Garota de sensibilidade fantástica!
A vida tem surpresas pra gente que estão guardadas. A fase ruim vem, mas a boa logo chega. Se quiser ficar só, fique. Direito e necessidade sua. Só não deixe de acreditar que vc é brilhante e grandioso! Conta comigo... um bjo!
Hoje não fiz nada, quer dizer, quase nada. O que tem de pior no mundo é ser mal recepcionado, principalmente por pessoa que fizeram parte da história. Digo, por antigos amigos...
Ando pensando 1000 vezes antes de tomar uma atitude. Têm pessoas, que pelo simples fato de não escutar, é melhor você pensar 1 trilhão de vezes antes de lançar-lhes uma sílaba. Deveria tem deixado esse dia ter passado em branco, eu bem que fui avisado.
Faça o quiser! Vá para o exterior, convide o carcereiro da Febem, diga o que nunca disseste, pois sua ignorância abundante atravessou minha garganta. Não escute ninguém. Meta a cabeça na porta e esmague o cérebro e ver se amolece. Mesmo assim, acho difícil conseguir êxito.
Travarei a boca. Não terei mais ouvidos. Esquecerei todas as datas. Me livrarei de tudo!
Assim como o dia 11 de Setembro ficou terrivelmente marcado pelo atentado as torres gêmeas, o dia 20 de Setembro é um dia muito importante pra mim. Não como terror, mas sim como um macro de coisas bacanas que compartilhei.
Não sei como seria comemorado. Tentei imaginar. Mas foi impossível, pois as atitudes desumanas me impediram. Não imagino como seria minha vida hoje. Só sei que foi de 90º a 180º graus. Talvez fossem 3 anos de uma sólida parceria, ou talvez não. Minha carta que um dia foi muito elogiada, hoje, empoeirada, faz parte das coisas contemplam a nostalgia.
NOME: Alexandre Souza Bitencurt NOME ARTÍSTICO: Alexandre Bitencurt IDADE: 21 anos CIDADE: Nascido em Cataguases / MG, vive atualmente em São Paulo. PROFISSÃO: Ator ANIVERSÁRIO: 02/05/1985 ARTISTAS: Morgan Freeman, Johny Depp, Tom Hanks, Robin William's, Frank Sinatra, Rita Hayworth, Paulo Autran, Denise Weimberg, Grande Otelo, Marco Nanini, Marieta Severo, Luiz Damasceno, Rogério Cardoso, Diogo Vilela e Selton Mello. SOM QUE APRECIA: The Doors, Bob Dylan, David Bowie, Iggy Pop, Tears For Fears, The Beatles, The Rollings Stones, Radio Head, Charlie Parker, Chico Buarque, Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Jorge Ben, Cordel do Fogo Encantado, Gilberto Gil, Radio Taxi, A Cor do Som, Beto Guedes, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Lobão, Lô Borges, Milton Nascimento, Zeca Baleiro, Raul Seixas e Flávio Venturini.